Tudo acontece num dia de chuva rala
Que molha a terra e poupa o mar
Num suspiro cinza aparece uma sombra
Devota de um santo incapaz e sem currículo
Um louco entende que a sombra é fugaz
E devolve ao santo uma revolta em prantos
A sombra é uma cópia chapada da alma
Marcada pelo delírio da prece que perdoa
Perdoa o louco que tem um eu partido
Vive uma inocente realidade que transgride
Mora na parte cinza de um contexto nu
Amparado pelas folhas mortas do tempo
Uma ponta da vida agrega o louco e a sombra
Tudo faz parte de um prenúncio irreal
Ansiosa a sombra se afasta da luz
O louco segue em silêncio no espelho escuro
E o tempo dispersa a dor do louco em sombras
O louco apenas sabe sofrer e dispensa viver
Gernaide Cezar
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Talvez
Sem saudades do amor que não sei
As flores oxidam o meu silêncio
Ocultando na sombra o atalho
Que decota a angústia na noite tensa
O sereno molha a esperança no tempo
Deitando no sonho uma face pálida
Alargando o abismo de um olhar fútil
Que marca o silêncio da pedra nua
A noite surge num verso que lateja na luz
A palavra é o verbo da poesia cortada
E na cadência o amor passa sem rima
Deixando sempre rolar o dia sem pauta
O momento surge em flocos de lágrimas
Na lembrança branca do que passou
Não sinto saudades de quando era outra
Fragmentos alienam a minha consciência
Sem paroxismo viajo por dentro da vida
Vejo sensações difusas e me assusto
Abraço os meus segredos vadios com calma
E sinto que guardo em silêncio uma jóia
Tudo marca uma passagem desfeita
Para não formalizar nenhuma tristeza
Tenho certeza que compreendo o meu vício
Sinto medo das marcas que o tempo faz
Na saudade que tenho e nunca vejo
Gernaide Cezar
As flores oxidam o meu silêncio
Ocultando na sombra o atalho
Que decota a angústia na noite tensa
O sereno molha a esperança no tempo
Deitando no sonho uma face pálida
Alargando o abismo de um olhar fútil
Que marca o silêncio da pedra nua
A noite surge num verso que lateja na luz
A palavra é o verbo da poesia cortada
E na cadência o amor passa sem rima
Deixando sempre rolar o dia sem pauta
O momento surge em flocos de lágrimas
Na lembrança branca do que passou
Não sinto saudades de quando era outra
Fragmentos alienam a minha consciência
Sem paroxismo viajo por dentro da vida
Vejo sensações difusas e me assusto
Abraço os meus segredos vadios com calma
E sinto que guardo em silêncio uma jóia
Tudo marca uma passagem desfeita
Para não formalizar nenhuma tristeza
Tenho certeza que compreendo o meu vício
Sinto medo das marcas que o tempo faz
Na saudade que tenho e nunca vejo
Gernaide Cezar
sábado, 13 de novembro de 2010
Eu guardei um sonho
Era um texto na essência recortado
Guardado no sentido horizontal da água
Que passava no atalho da noite
Provendo ideias vagas em partes
Lá estava implícito um sonho
Numa imagem de papel em versos
Que em silêncio surgia na íntegra
Num simples toque por cima da luz
Era como se fosse guardada ali
A minha alma espalhada e desnuda
E no silêncio da planície a noite ia
Numa curva desligada do tempo
Eu montei um sonho em palavras
Na indiferença da linguagem traduzia
Uma viagem gravada na essência
De uma pedra plantada em branco
Num encontro consagrado no tempo
Que explorava o meu sonho em páginas
Gernaide Cézar
Guardado no sentido horizontal da água
Que passava no atalho da noite
Provendo ideias vagas em partes
Lá estava implícito um sonho
Numa imagem de papel em versos
Que em silêncio surgia na íntegra
Num simples toque por cima da luz
Era como se fosse guardada ali
A minha alma espalhada e desnuda
E no silêncio da planície a noite ia
Numa curva desligada do tempo
Eu montei um sonho em palavras
Na indiferença da linguagem traduzia
Uma viagem gravada na essência
De uma pedra plantada em branco
Num encontro consagrado no tempo
Que explorava o meu sonho em páginas
Gernaide Cézar
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Aprenda com o silêncio
Aprenda com o silêncio o desejo limpo
De expressar os sonhos em pétalas de luz
Na esperança branca dos olhos do mundo
Onde as pedras são partidas em vértebras
Aprenda com o silêncio a olhar a colina
Que a vida embala no canto do vento
Deixando uma nesga desnuda no tempo
Para facilitar o diálogo com a solidão
Aprenda com o silêncio a ter harmonia
Para vibrar com as intenções da vida
No murmúrio do beijo que revela
O encanto do dia que vibra no eco
Aprenda com o silêncio a divina canção
Onde o mistério surge na sombra nua
Deixando a tarde rolar num suspiro
Revelando no espelho uma imagem cortada
Onde uma porta se abre e afaga o silêncio
Gernaide Cezar
De expressar os sonhos em pétalas de luz
Na esperança branca dos olhos do mundo
Onde as pedras são partidas em vértebras
Aprenda com o silêncio a olhar a colina
Que a vida embala no canto do vento
Deixando uma nesga desnuda no tempo
Para facilitar o diálogo com a solidão
Aprenda com o silêncio a ter harmonia
Para vibrar com as intenções da vida
No murmúrio do beijo que revela
O encanto do dia que vibra no eco
Aprenda com o silêncio a divina canção
Onde o mistério surge na sombra nua
Deixando a tarde rolar num suspiro
Revelando no espelho uma imagem cortada
Onde uma porta se abre e afaga o silêncio
Gernaide Cezar
No meu tempo
Tudo contempla e retorna em essência
Onde a palavra forma uma imagem
No meu tempo que passa incerto
Como o reflexo da noite que não vejo
Tenho na alma um complexo escrito
Onde a vida projeta na margem o fim
Tirando a certeza que flutua na vontade
Do poeta que finge entreter o silêncio
O tempo costura a ilusão no vazio
Onde deposito o que sinto e não posso falar
Para não ferir o ócio que passa sempre
Pelo desgosto das horas recortadas
Penso em fazer uma carta para alguém
Relatando a sombra do sonho inteiro
Que acaba bem no fim da noite
Mas a luz invade o dia e apaga o sonho
Deixando apenas a lembrança que finge
Entender o tempo que ainda resta
Onde a palavra forma uma imagem
No meu tempo que passa incerto
Como o reflexo da noite que não vejo
Tenho na alma um complexo escrito
Onde a vida projeta na margem o fim
Tirando a certeza que flutua na vontade
Do poeta que finge entreter o silêncio
O tempo costura a ilusão no vazio
Onde deposito o que sinto e não posso falar
Para não ferir o ócio que passa sempre
Pelo desgosto das horas recortadas
Penso em fazer uma carta para alguém
Relatando a sombra do sonho inteiro
Que acaba bem no fim da noite
Mas a luz invade o dia e apaga o sonho
Deixando apenas a lembrança que finge
Entender o tempo que ainda resta
Gernaide Cézar
A minha tatuagem
Tatuei um sonho na liberdade
Que fica atrás da mão que faz
O meu verso rouquejar em curvas
Pela revolta dos inocentes alienados
Tenho cravado na alma um vôo livre
Com asas de um trigal em canto
Que resolve na noite aquietar a solidão
Em frente ao livro que roça em mim
É um amigo profundo em palavras
Que exalta o meu ego e ejacula alegria
São páginas inerentes ao calor da noite
Que inerte trafega na luz dos meus olhos
Tatuei uma vida que não apaga no eco
Sinto a figura na alma com virtudes
O meu desejo escorre na lágrima feliz
Na minha face que engole mágoas
E devolve em forma de pedras verdes
Para plantar no mar o vício da esperança
Aceitando a minha sede plena de viver
Que fica atrás da mão que faz
O meu verso rouquejar em curvas
Pela revolta dos inocentes alienados
Tenho cravado na alma um vôo livre
Com asas de um trigal em canto
Que resolve na noite aquietar a solidão
Em frente ao livro que roça em mim
É um amigo profundo em palavras
Que exalta o meu ego e ejacula alegria
São páginas inerentes ao calor da noite
Que inerte trafega na luz dos meus olhos
Tatuei uma vida que não apaga no eco
Sinto a figura na alma com virtudes
O meu desejo escorre na lágrima feliz
Na minha face que engole mágoas
E devolve em forma de pedras verdes
Para plantar no mar o vício da esperança
Aceitando a minha sede plena de viver
Gernaide Cézar
Alma lavada
Estou de alma lavada em fios
Pela inconsequente chuva morna
Que cai declinando os meus desejos
Na noite delicada que açoita
Todas as orações seguem um caminho
Entrecortadas pela fé sem destino
Numa seletiva gestação da alma
Que dilata em eco o seu amor
A alma lavada na noite roça
Na invisível face de um vento cinza
Interrompendo a minha espera ousada
Relaxando a sombra da fenda em partes
O sol cobre a areia sem brilho
Deixando vaga a nesga lisa da noite
Para não encontrar sem tempo
O prazer nu nos desejos da oração
Interceptando as regras do meu sonho
Na brancura da vida que me acolhe
Pela inconsequente chuva morna
Que cai declinando os meus desejos
Na noite delicada que açoita
Todas as orações seguem um caminho
Entrecortadas pela fé sem destino
Numa seletiva gestação da alma
Que dilata em eco o seu amor
A alma lavada na noite roça
Na invisível face de um vento cinza
Interrompendo a minha espera ousada
Relaxando a sombra da fenda em partes
O sol cobre a areia sem brilho
Deixando vaga a nesga lisa da noite
Para não encontrar sem tempo
O prazer nu nos desejos da oração
Interceptando as regras do meu sonho
Na brancura da vida que me acolhe
Gernaide Cézar
Formatando a vida
A vida é formatada na essência do ser
Anulando a incapacidade vista na luz
No contraponto largo que desafia e exalta
Toda a construção debruçada na trilha
O encanto dolorido silencia a noite
Na sombra da torre aberta em fendas
Deixando na mão o sabor da febre
Que envolve todo o formato em delírio
Tudo segue um ritual pálido
Buscando o encanto da curva feita
Na espreita dilatada no tempo
Que brota no canto as partes evoluídas
O sol perpassa a janela em raios
Declinando à tarde num formato ímpar
De um feito agreste e submisso ao olhar
Que atravessa o passado em busca
De um ideal com o tamanho da vida
Gernaide Cézar
Anulando a incapacidade vista na luz
No contraponto largo que desafia e exalta
Toda a construção debruçada na trilha
O encanto dolorido silencia a noite
Na sombra da torre aberta em fendas
Deixando na mão o sabor da febre
Que envolve todo o formato em delírio
Tudo segue um ritual pálido
Buscando o encanto da curva feita
Na espreita dilatada no tempo
Que brota no canto as partes evoluídas
O sol perpassa a janela em raios
Declinando à tarde num formato ímpar
De um feito agreste e submisso ao olhar
Que atravessa o passado em busca
De um ideal com o tamanho da vida
Gernaide Cézar
A vida é um tempo
A vida é um tempo válido que passa
Numa fase onde se nasce sem fé
Para num lendário abismo cair e crescer
Naquele formato bem além da alma
Uma esperança serena como a ilusão
Aloja na face à lágrima que vai
E se transforma numa luz em gotas
Mostrando que na vida a dor escorre
Quem sabe em algum tédio partido
Na hora marcada sobre a textura
Para não deixar longa a rota fria
Que alarga o sentido plantado na vida
A chuva molha a vida e o tempo
Na elegante feitura de uma carícia
E no simples sentir do ritmo intocado
Da voz suave que dilata os lábios
E todas as estranhas emoções sentidas
No ventre de uma vida em tempo
Gernaide Cézar
Numa fase onde se nasce sem fé
Para num lendário abismo cair e crescer
Naquele formato bem além da alma
Uma esperança serena como a ilusão
Aloja na face à lágrima que vai
E se transforma numa luz em gotas
Mostrando que na vida a dor escorre
Quem sabe em algum tédio partido
Na hora marcada sobre a textura
Para não deixar longa a rota fria
Que alarga o sentido plantado na vida
A chuva molha a vida e o tempo
Na elegante feitura de uma carícia
E no simples sentir do ritmo intocado
Da voz suave que dilata os lábios
E todas as estranhas emoções sentidas
No ventre de uma vida em tempo
Gernaide Cézar
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