Era um texto na essência recortado
Guardado no sentido horizontal da água
Que passava no atalho da noite
Provendo ideias vagas em partes
Lá estava implícito um sonho
Numa imagem de papel em versos
Que em silêncio surgia na íntegra
Num simples toque por cima da luz
Era como se fosse guardada alí
A minha alma espalhada e desnuda
E no silêncio da planície a noite ia
Numa curva desligada do tempo
Eu montei um sonho em palavras
Na indiferença da linguagem traduzia
Uma viagem gravada na essência
De uma pedra plantada em branco
Num encontro consagrado no tempo
Que explorava o meu sonho em páginas
20/05/08
Gernaide Cezar
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Nós dois....
Entre nós dois existe uma fissura
E num silêncio o mundo arde deserto
Pela falta do desejo que separa o olhar
E na face oscila uma ambição adversa
Não vejo você nos olhos da noite
O vento acalma a palma da alma em prece
Nós dois não somos um em vícios
Penso como um ser que infringe a virtude
Olho cantando na timidez sem pudor
E vejo um louco como um de nós só
Num choro arde a esperança em tédio
E aborto o desejo que habita em prantos
Sem afeto perdi de nós os amores
Mas ainda gozo do seio agreste que pulsa
Dentro do soluço que não alcança o mar
E vacila na conjectura dos meus versos sujos
Sou uma vertente no mundo sem porta
Que consola a sombra solitária de nós
Sigo livre na fadiga em rascunho
Para não passar a limpo o limo que resta
E abraço em tempo a frescura do vento frio
Que passa e agasalha uma vida livre.
Gernaide Cezar
E num silêncio o mundo arde deserto
Pela falta do desejo que separa o olhar
E na face oscila uma ambição adversa
Não vejo você nos olhos da noite
O vento acalma a palma da alma em prece
Nós dois não somos um em vícios
Penso como um ser que infringe a virtude
Olho cantando na timidez sem pudor
E vejo um louco como um de nós só
Num choro arde a esperança em tédio
E aborto o desejo que habita em prantos
Sem afeto perdi de nós os amores
Mas ainda gozo do seio agreste que pulsa
Dentro do soluço que não alcança o mar
E vacila na conjectura dos meus versos sujos
Sou uma vertente no mundo sem porta
Que consola a sombra solitária de nós
Sigo livre na fadiga em rascunho
Para não passar a limpo o limo que resta
E abraço em tempo a frescura do vento frio
Que passa e agasalha uma vida livre.
Gernaide Cezar
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Palavras em...
Poesia é viver derramando palavras com laços
Na sonoridade de um ato flácido e sem luxo
Para manter o tédio do meu caos em equilíbrio
Num dia término que observa deveras a chuva
O tempo furtou a lógica dos meus sonhos
Vejo de longe um resto da noite sem cópia
Na lembrança escrevo o que penso e depois apago
Só as letras ficam debruçadas no silêncio
Para um dia estendê-las ao vento nu
Formando páginas delicadas do meu pensar
Na poesia encontro um suporte como refúgio
E formo um atalho dos gestos na clareira
Minha alma anda espalhada por cima da luz
Buscando palavras picotadas na cegueira
De um fantasma que cola o gesto ao vulto
Onde tudo perpassa na pintura dispersa do dia
E a amargura segue agasalhando o orvalho
Com as mãos em laços formando palavras
Gernaide Cezar
Na sonoridade de um ato flácido e sem luxo
Para manter o tédio do meu caos em equilíbrio
Num dia término que observa deveras a chuva
O tempo furtou a lógica dos meus sonhos
Vejo de longe um resto da noite sem cópia
Na lembrança escrevo o que penso e depois apago
Só as letras ficam debruçadas no silêncio
Para um dia estendê-las ao vento nu
Formando páginas delicadas do meu pensar
Na poesia encontro um suporte como refúgio
E formo um atalho dos gestos na clareira
Minha alma anda espalhada por cima da luz
Buscando palavras picotadas na cegueira
De um fantasma que cola o gesto ao vulto
Onde tudo perpassa na pintura dispersa do dia
E a amargura segue agasalhando o orvalho
Com as mãos em laços formando palavras
Gernaide Cezar
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