Tudo é menos óbvio entre e escuro e a cor
O sol invade com afago o dia em cores
E torna a natureza tranquila e infinita
Numa sombra crispada pela obsessão da luz
Tenho no escuro a paz e penso em transição
Sou o meu amor na fantasia em castelos
O desengano vai com a chama e o mundo reduz
No meu ego lavo as mãos num fio de vinho
A curva sensual da voz alisa os meus sonhos
Fecho a porta das lembranças num gesto coeso
E apago no silêncio a fonte bruta que passou
Num quadro íntimo de um nu glorioso
No escuro as minhas células aparecem
Organizadas na solidão em estágios
Maculando a fé inteira e sem alma
E apertando as palavras para formar um livro
Livre e liquido que escorre nas veias
Buscando o encanto na infância sem tempo
Gernaide Cezar
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Amor que passa
O amor que passa quando acorda o dia
Em frente ao tempo liso e indescritível
Sem voz protela um silêncio franco
Em volta de um lago de água hidratada
O sol surge no dia que desperta limpo
Sinto todos os raios da luz que vem
Na tonalidade do olhar que brilha e passa
Sobre a alma que flutua na água carente
O dia corre na plenitude das horas
Tratando do amor pintado na vidraça
Que passa no reflexo jogado no silêncio
Do dia vivido na pausa que sopra do mar
Até amanhã tudo lateja e abre outro dia
No tempo que exala a flor obscura
E na alegria espera fechar o sonho
Dispersando no vento uma surpresa rápida
Até poder abrir outra vez um novo dia
Para mais um olhar passar e cair em águas azuis
Gernaide Cezar
Em frente ao tempo liso e indescritível
Sem voz protela um silêncio franco
Em volta de um lago de água hidratada
O sol surge no dia que desperta limpo
Sinto todos os raios da luz que vem
Na tonalidade do olhar que brilha e passa
Sobre a alma que flutua na água carente
O dia corre na plenitude das horas
Tratando do amor pintado na vidraça
Que passa no reflexo jogado no silêncio
Do dia vivido na pausa que sopra do mar
Até amanhã tudo lateja e abre outro dia
No tempo que exala a flor obscura
E na alegria espera fechar o sonho
Dispersando no vento uma surpresa rápida
Até poder abrir outra vez um novo dia
Para mais um olhar passar e cair em águas azuis
Gernaide Cezar
Penso que...
Penso que tenho muito medo do mundo
Onde habitam seres de um lado e do outro
Marcando uma disputa pela vida afora
Num fato incrédulo que rouba o sentido
Penso que nada ultrapassa o que vejo
Em meio aos sonhos que morrem
No dia e na noite tudo escorre na tela
Como o vento traduzindo o perdão
Penso que já vi coisas que não falam
Tudo mancha a essência azeda
Que sufoca o desejo que flameja
E num alerta o mundo espalha e acalma
Penso não ter medo e abraço o pânico
A razão resguarda na vida tudo que penso
Vencida pelo muro passo para o outro lado
E vejo no horizonte a medida do homem
Que cala no silêncio a vergonha
Por não saber como fazer um mundo melhor
Gernaide Cezar
Onde habitam seres de um lado e do outro
Marcando uma disputa pela vida afora
Num fato incrédulo que rouba o sentido
Penso que nada ultrapassa o que vejo
Em meio aos sonhos que morrem
No dia e na noite tudo escorre na tela
Como o vento traduzindo o perdão
Penso que já vi coisas que não falam
Tudo mancha a essência azeda
Que sufoca o desejo que flameja
E num alerta o mundo espalha e acalma
Penso não ter medo e abraço o pânico
A razão resguarda na vida tudo que penso
Vencida pelo muro passo para o outro lado
E vejo no horizonte a medida do homem
Que cala no silêncio a vergonha
Por não saber como fazer um mundo melhor
Gernaide Cezar
sábado, 18 de dezembro de 2010
Tudo acontece...
Tudo acontece num dia de chuva rala
Que molha a terra e poupa o mar
Num suspiro cinza aparece uma sombra
Devota de um santo incapaz e sem currículo
Um louco entende que a sombra é fugaz
E devolve ao santo uma revolta em prantos
A sombra é uma cópia chapada da alma
Marcada pelo delírio da prece que perdoa
Perdoa o louco que tem um eu partido
Vive uma inocente realidade que transgride
Mora na parte cinza de um contexto nu
Amparado pelas folhas mortas do tempo
Uma ponta da vida agrega o louco e a sombra
Tudo faz parte de um prenúncio irreal
Ansiosa a sombra se afasta da luz
O louco segue em silêncio por um espelho escuro
E o tempo dispersa a dor em sombra
O louco apenas sabe sofrer e dispensa viver
Gernaide Cézar
Que molha a terra e poupa o mar
Num suspiro cinza aparece uma sombra
Devota de um santo incapaz e sem currículo
Um louco entende que a sombra é fugaz
E devolve ao santo uma revolta em prantos
A sombra é uma cópia chapada da alma
Marcada pelo delírio da prece que perdoa
Perdoa o louco que tem um eu partido
Vive uma inocente realidade que transgride
Mora na parte cinza de um contexto nu
Amparado pelas folhas mortas do tempo
Uma ponta da vida agrega o louco e a sombra
Tudo faz parte de um prenúncio irreal
Ansiosa a sombra se afasta da luz
O louco segue em silêncio por um espelho escuro
E o tempo dispersa a dor em sombra
O louco apenas sabe sofrer e dispensa viver
Gernaide Cézar
A minha tatuagem
Tatuei um sonho na liberdade
Que fica atrás da mão que faz
O meu verso rouquejar em curvas
Pela revolta dos inocentes alienados
Tenho cravado na alma um vôo livre
Com asas de um trigal em canto
Que resolve na noite aquietar a solidão
Em frente ao livro que roça em mim
É um amigo profundo em palavras
Que exalta o meu ego e ejacula alegria
São páginas inerentes ao calor da noite
Que inerte trafega na luz dos meus olhos
Tatuei uma vida que não apaga no eco
Sinto a figura na alma com virtudes
O meu desejo escorre na lágrima feliz
Na minha face que engole mágoas
E devolve em forma de pedras verdes
Para plantar no mar o vício da esperança
Aceitando a minha sede plena de viver
Gernaide Cézar
Que fica atrás da mão que faz
O meu verso rouquejar em curvas
Pela revolta dos inocentes alienados
Tenho cravado na alma um vôo livre
Com asas de um trigal em canto
Que resolve na noite aquietar a solidão
Em frente ao livro que roça em mim
É um amigo profundo em palavras
Que exalta o meu ego e ejacula alegria
São páginas inerentes ao calor da noite
Que inerte trafega na luz dos meus olhos
Tatuei uma vida que não apaga no eco
Sinto a figura na alma com virtudes
O meu desejo escorre na lágrima feliz
Na minha face que engole mágoas
E devolve em forma de pedras verdes
Para plantar no mar o vício da esperança
Aceitando a minha sede plena de viver
Gernaide Cézar
Uma página branca
Numa página branca desenho o óbvio
Com palavras simples espalho o dia
Para dizer que penso alto e não falo
Da graça que sinto em olhar o mundo
No desenho sei colorir as palavras
Nem sempre de cor firme e risonha
Isso depende da tonalidade do dia
Que sofre a mágoa da última ilusão
Escrevo para soletrar a minha so-li-dão
Que abole o afago destrutivo que vem
Dando verve ao meu silêncio excitado
Excluindo os abjetos que prolifera meu tempo
Na folha branca sinto a luz da vida
Em atalhos a alma reserva virtudes
Numa força cromada de esperanças
Peço respeito ao barulho sem fim
Que desconstrói em proporção cristalina
O silêncio de quem pensa em páginas
Gernaide Cézar
Com palavras simples espalho o dia
Para dizer que penso alto e não falo
Da graça que sinto em olhar o mundo
No desenho sei colorir as palavras
Nem sempre de cor firme e risonha
Isso depende da tonalidade do dia
Que sofre a mágoa da última ilusão
Escrevo para soletrar a minha so-li-dão
Que abole o afago destrutivo que vem
Dando verve ao meu silêncio excitado
Excluindo os abjetos que prolifera meu tempo
Na folha branca sinto a luz da vida
Em atalhos a alma reserva virtudes
Numa força cromada de esperanças
Peço respeito ao barulho sem fim
Que desconstrói em proporção cristalina
O silêncio de quem pensa em páginas
Gernaide Cézar
Abstrata é a vida
A vida acontece e desliza corrente
Com formas tangíveis que roça o vácuo
Tem curvas estéticas nas horas arcaicas
Para na alma esguia transcoar o tempo
O homem é abstrato na dor sem afeto
Na infância clara descola o sonho
Deixando a fome pobre no vazio mudo
Do estômago reduzido em pouco espaço
Abstrata é a vida que rola em gotas
Na face obscura dos que fazem o mundo
Quando roubam a consciência de quem vive
Na prática rude de um lago escuro
Salgada é a lágrima que escorre e chora
No vago espaço sem o sal que reza
Pela paz da guerra que arde e acende
Na luz abstrata que não fornece as cores
O tempo cala a esperança quente da tarde
Inerente ao silêncio realista dos pensantes
Bem no auge da força bruta que compele
E gesta um sonho no formato claro da água
Que brilha em forma de vida
Gernaide Cézar
Com formas tangíveis que roça o vácuo
Tem curvas estéticas nas horas arcaicas
Para na alma esguia transcoar o tempo
O homem é abstrato na dor sem afeto
Na infância clara descola o sonho
Deixando a fome pobre no vazio mudo
Do estômago reduzido em pouco espaço
Abstrata é a vida que rola em gotas
Na face obscura dos que fazem o mundo
Quando roubam a consciência de quem vive
Na prática rude de um lago escuro
Salgada é a lágrima que escorre e chora
No vago espaço sem o sal que reza
Pela paz da guerra que arde e acende
Na luz abstrata que não fornece as cores
O tempo cala a esperança quente da tarde
Inerente ao silêncio realista dos pensantes
Bem no auge da força bruta que compele
E gesta um sonho no formato claro da água
Que brilha em forma de vida
Gernaide Cézar
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Uma prece
Em nome do Pai
Desejo alcançar a solidão
Para elevar o meu eu
Ao canto sagrado de uma noite plena
Em nome do Pai
Elevo meus sonhos molhados
Ao encontro dos meus desejos
Para ressuscitar o perfume das horas
Em nome do Pai
Guardo a esperança santa
De regressar ao caminho de volta
Para encontrar a ilusão já vivida
Em nome do Pai
Peço que proteja o meu sonho
Com a fragrância fina do orvalho
Para exaltar os meus ideais purgados
Em nome do Pai
Quero a harmonia de um canto generoso
Que vem ao encontro do meu prazer
Para solidificar o meu encanto na paisagem
Gernaide Cézar
Desejo alcançar a solidão
Para elevar o meu eu
Ao canto sagrado de uma noite plena
Em nome do Pai
Elevo meus sonhos molhados
Ao encontro dos meus desejos
Para ressuscitar o perfume das horas
Em nome do Pai
Guardo a esperança santa
De regressar ao caminho de volta
Para encontrar a ilusão já vivida
Em nome do Pai
Peço que proteja o meu sonho
Com a fragrância fina do orvalho
Para exaltar os meus ideais purgados
Em nome do Pai
Quero a harmonia de um canto generoso
Que vem ao encontro do meu prazer
Para solidificar o meu encanto na paisagem
Gernaide Cézar
Saudade
A melhor saudade é a do amor
Que chega bem em frente aos olhos
Com uma intimidade amena
E no silêncio escorre
A melhor saudade é do amor
Que transfere a ausência em parte
Deixando viva a sua face
Na alma clara da flor
A melhor saudade é do amor
Que abastece e lubrifica o eu
Dando brilho e forma
A vida que passeia no íntimo
A melhor saudade é do amor
Que beija a face clara do dia
Deixando a beleza e a doçura
Na palavra fértil de um olhar
Onde o amor suave penetra
Gernaide Cézar
Que chega bem em frente aos olhos
Com uma intimidade amena
E no silêncio escorre
A melhor saudade é do amor
Que transfere a ausência em parte
Deixando viva a sua face
Na alma clara da flor
A melhor saudade é do amor
Que abastece e lubrifica o eu
Dando brilho e forma
A vida que passeia no íntimo
A melhor saudade é do amor
Que beija a face clara do dia
Deixando a beleza e a doçura
Na palavra fértil de um olhar
Onde o amor suave penetra
Gernaide Cézar
O silêncio como oração
O silêncio dissolve-se em espasmo
Sensível e fragrante como a oração
Na virtude pálida do âmago
Que vibra no leve tom de sua voz
As nuvens se prostituem no espaço
Transformando a oração ereta
Em um silêncio que se alonga
No descaso inflamado da noite
Seja santificado o luz da lua
Que vibra na angústia solitária
Lavando a alma dos doloridos
Enquanto escorre um momento desolado
A noite cuidadosamente se encolhe
Cobrindo a santa virtude desatável
Com o manto de orvalho transparente
Caído sobre o altar em rosas
Fica o silêncio enfático e brilhante
Fica o espasmo santificado
Fica a noite ao som dos passantes
Fica a oração em pleno silêncio
Gernaide Cézar
Sensível e fragrante como a oração
Na virtude pálida do âmago
Que vibra no leve tom de sua voz
As nuvens se prostituem no espaço
Transformando a oração ereta
Em um silêncio que se alonga
No descaso inflamado da noite
Seja santificado o luz da lua
Que vibra na angústia solitária
Lavando a alma dos doloridos
Enquanto escorre um momento desolado
A noite cuidadosamente se encolhe
Cobrindo a santa virtude desatável
Com o manto de orvalho transparente
Caído sobre o altar em rosas
Fica o silêncio enfático e brilhante
Fica o espasmo santificado
Fica a noite ao som dos passantes
Fica a oração em pleno silêncio
Gernaide Cézar
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Tudo acontece...
Tudo acontece num dia de chuva rala
Que molha a terra e poupa o mar
Num suspiro cinza aparece uma sombra
Devota de um santo incapaz e sem currículo
Um louco entende que a sombra é fugaz
E devolve ao santo uma revolta em prantos
A sombra é uma cópia chapada da alma
Marcada pelo delírio da prece que perdoa
Perdoa o louco que tem um eu partido
Vive uma inocente realidade que transgride
Mora na parte cinza de um contexto nu
Amparado pelas folhas mortas do tempo
Uma ponta da vida agrega o louco e a sombra
Tudo faz parte de um prenúncio irreal
Ansiosa a sombra se afasta da luz
O louco segue em silêncio no espelho escuro
E o tempo dispersa a dor do louco em sombras
O louco apenas sabe sofrer e dispensa viver
Gernaide Cezar
Que molha a terra e poupa o mar
Num suspiro cinza aparece uma sombra
Devota de um santo incapaz e sem currículo
Um louco entende que a sombra é fugaz
E devolve ao santo uma revolta em prantos
A sombra é uma cópia chapada da alma
Marcada pelo delírio da prece que perdoa
Perdoa o louco que tem um eu partido
Vive uma inocente realidade que transgride
Mora na parte cinza de um contexto nu
Amparado pelas folhas mortas do tempo
Uma ponta da vida agrega o louco e a sombra
Tudo faz parte de um prenúncio irreal
Ansiosa a sombra se afasta da luz
O louco segue em silêncio no espelho escuro
E o tempo dispersa a dor do louco em sombras
O louco apenas sabe sofrer e dispensa viver
Gernaide Cezar
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Talvez
Sem saudades do amor que não sei
As flores oxidam o meu silêncio
Ocultando na sombra o atalho
Que decota a angústia na noite tensa
O sereno molha a esperança no tempo
Deitando no sonho uma face pálida
Alargando o abismo de um olhar fútil
Que marca o silêncio da pedra nua
A noite surge num verso que lateja na luz
A palavra é o verbo da poesia cortada
E na cadência o amor passa sem rima
Deixando sempre rolar o dia sem pauta
O momento surge em flocos de lágrimas
Na lembrança branca do que passou
Não sinto saudades de quando era outra
Fragmentos alienam a minha consciência
Sem paroxismo viajo por dentro da vida
Vejo sensações difusas e me assusto
Abraço os meus segredos vadios com calma
E sinto que guardo em silêncio uma jóia
Tudo marca uma passagem desfeita
Para não formalizar nenhuma tristeza
Tenho certeza que compreendo o meu vício
Sinto medo das marcas que o tempo faz
Na saudade que tenho e nunca vejo
Gernaide Cezar
As flores oxidam o meu silêncio
Ocultando na sombra o atalho
Que decota a angústia na noite tensa
O sereno molha a esperança no tempo
Deitando no sonho uma face pálida
Alargando o abismo de um olhar fútil
Que marca o silêncio da pedra nua
A noite surge num verso que lateja na luz
A palavra é o verbo da poesia cortada
E na cadência o amor passa sem rima
Deixando sempre rolar o dia sem pauta
O momento surge em flocos de lágrimas
Na lembrança branca do que passou
Não sinto saudades de quando era outra
Fragmentos alienam a minha consciência
Sem paroxismo viajo por dentro da vida
Vejo sensações difusas e me assusto
Abraço os meus segredos vadios com calma
E sinto que guardo em silêncio uma jóia
Tudo marca uma passagem desfeita
Para não formalizar nenhuma tristeza
Tenho certeza que compreendo o meu vício
Sinto medo das marcas que o tempo faz
Na saudade que tenho e nunca vejo
Gernaide Cezar
sábado, 13 de novembro de 2010
Eu guardei um sonho
Era um texto na essência recortado
Guardado no sentido horizontal da água
Que passava no atalho da noite
Provendo ideias vagas em partes
Lá estava implícito um sonho
Numa imagem de papel em versos
Que em silêncio surgia na íntegra
Num simples toque por cima da luz
Era como se fosse guardada ali
A minha alma espalhada e desnuda
E no silêncio da planície a noite ia
Numa curva desligada do tempo
Eu montei um sonho em palavras
Na indiferença da linguagem traduzia
Uma viagem gravada na essência
De uma pedra plantada em branco
Num encontro consagrado no tempo
Que explorava o meu sonho em páginas
Gernaide Cézar
Guardado no sentido horizontal da água
Que passava no atalho da noite
Provendo ideias vagas em partes
Lá estava implícito um sonho
Numa imagem de papel em versos
Que em silêncio surgia na íntegra
Num simples toque por cima da luz
Era como se fosse guardada ali
A minha alma espalhada e desnuda
E no silêncio da planície a noite ia
Numa curva desligada do tempo
Eu montei um sonho em palavras
Na indiferença da linguagem traduzia
Uma viagem gravada na essência
De uma pedra plantada em branco
Num encontro consagrado no tempo
Que explorava o meu sonho em páginas
Gernaide Cézar
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Aprenda com o silêncio
Aprenda com o silêncio o desejo limpo
De expressar os sonhos em pétalas de luz
Na esperança branca dos olhos do mundo
Onde as pedras são partidas em vértebras
Aprenda com o silêncio a olhar a colina
Que a vida embala no canto do vento
Deixando uma nesga desnuda no tempo
Para facilitar o diálogo com a solidão
Aprenda com o silêncio a ter harmonia
Para vibrar com as intenções da vida
No murmúrio do beijo que revela
O encanto do dia que vibra no eco
Aprenda com o silêncio a divina canção
Onde o mistério surge na sombra nua
Deixando a tarde rolar num suspiro
Revelando no espelho uma imagem cortada
Onde uma porta se abre e afaga o silêncio
Gernaide Cezar
De expressar os sonhos em pétalas de luz
Na esperança branca dos olhos do mundo
Onde as pedras são partidas em vértebras
Aprenda com o silêncio a olhar a colina
Que a vida embala no canto do vento
Deixando uma nesga desnuda no tempo
Para facilitar o diálogo com a solidão
Aprenda com o silêncio a ter harmonia
Para vibrar com as intenções da vida
No murmúrio do beijo que revela
O encanto do dia que vibra no eco
Aprenda com o silêncio a divina canção
Onde o mistério surge na sombra nua
Deixando a tarde rolar num suspiro
Revelando no espelho uma imagem cortada
Onde uma porta se abre e afaga o silêncio
Gernaide Cezar
No meu tempo
Tudo contempla e retorna em essência
Onde a palavra forma uma imagem
No meu tempo que passa incerto
Como o reflexo da noite que não vejo
Tenho na alma um complexo escrito
Onde a vida projeta na margem o fim
Tirando a certeza que flutua na vontade
Do poeta que finge entreter o silêncio
O tempo costura a ilusão no vazio
Onde deposito o que sinto e não posso falar
Para não ferir o ócio que passa sempre
Pelo desgosto das horas recortadas
Penso em fazer uma carta para alguém
Relatando a sombra do sonho inteiro
Que acaba bem no fim da noite
Mas a luz invade o dia e apaga o sonho
Deixando apenas a lembrança que finge
Entender o tempo que ainda resta
Onde a palavra forma uma imagem
No meu tempo que passa incerto
Como o reflexo da noite que não vejo
Tenho na alma um complexo escrito
Onde a vida projeta na margem o fim
Tirando a certeza que flutua na vontade
Do poeta que finge entreter o silêncio
O tempo costura a ilusão no vazio
Onde deposito o que sinto e não posso falar
Para não ferir o ócio que passa sempre
Pelo desgosto das horas recortadas
Penso em fazer uma carta para alguém
Relatando a sombra do sonho inteiro
Que acaba bem no fim da noite
Mas a luz invade o dia e apaga o sonho
Deixando apenas a lembrança que finge
Entender o tempo que ainda resta
Gernaide Cézar
A minha tatuagem
Tatuei um sonho na liberdade
Que fica atrás da mão que faz
O meu verso rouquejar em curvas
Pela revolta dos inocentes alienados
Tenho cravado na alma um vôo livre
Com asas de um trigal em canto
Que resolve na noite aquietar a solidão
Em frente ao livro que roça em mim
É um amigo profundo em palavras
Que exalta o meu ego e ejacula alegria
São páginas inerentes ao calor da noite
Que inerte trafega na luz dos meus olhos
Tatuei uma vida que não apaga no eco
Sinto a figura na alma com virtudes
O meu desejo escorre na lágrima feliz
Na minha face que engole mágoas
E devolve em forma de pedras verdes
Para plantar no mar o vício da esperança
Aceitando a minha sede plena de viver
Que fica atrás da mão que faz
O meu verso rouquejar em curvas
Pela revolta dos inocentes alienados
Tenho cravado na alma um vôo livre
Com asas de um trigal em canto
Que resolve na noite aquietar a solidão
Em frente ao livro que roça em mim
É um amigo profundo em palavras
Que exalta o meu ego e ejacula alegria
São páginas inerentes ao calor da noite
Que inerte trafega na luz dos meus olhos
Tatuei uma vida que não apaga no eco
Sinto a figura na alma com virtudes
O meu desejo escorre na lágrima feliz
Na minha face que engole mágoas
E devolve em forma de pedras verdes
Para plantar no mar o vício da esperança
Aceitando a minha sede plena de viver
Gernaide Cézar
Alma lavada
Estou de alma lavada em fios
Pela inconsequente chuva morna
Que cai declinando os meus desejos
Na noite delicada que açoita
Todas as orações seguem um caminho
Entrecortadas pela fé sem destino
Numa seletiva gestação da alma
Que dilata em eco o seu amor
A alma lavada na noite roça
Na invisível face de um vento cinza
Interrompendo a minha espera ousada
Relaxando a sombra da fenda em partes
O sol cobre a areia sem brilho
Deixando vaga a nesga lisa da noite
Para não encontrar sem tempo
O prazer nu nos desejos da oração
Interceptando as regras do meu sonho
Na brancura da vida que me acolhe
Pela inconsequente chuva morna
Que cai declinando os meus desejos
Na noite delicada que açoita
Todas as orações seguem um caminho
Entrecortadas pela fé sem destino
Numa seletiva gestação da alma
Que dilata em eco o seu amor
A alma lavada na noite roça
Na invisível face de um vento cinza
Interrompendo a minha espera ousada
Relaxando a sombra da fenda em partes
O sol cobre a areia sem brilho
Deixando vaga a nesga lisa da noite
Para não encontrar sem tempo
O prazer nu nos desejos da oração
Interceptando as regras do meu sonho
Na brancura da vida que me acolhe
Gernaide Cézar
Formatando a vida
A vida é formatada na essência do ser
Anulando a incapacidade vista na luz
No contraponto largo que desafia e exalta
Toda a construção debruçada na trilha
O encanto dolorido silencia a noite
Na sombra da torre aberta em fendas
Deixando na mão o sabor da febre
Que envolve todo o formato em delírio
Tudo segue um ritual pálido
Buscando o encanto da curva feita
Na espreita dilatada no tempo
Que brota no canto as partes evoluídas
O sol perpassa a janela em raios
Declinando à tarde num formato ímpar
De um feito agreste e submisso ao olhar
Que atravessa o passado em busca
De um ideal com o tamanho da vida
Gernaide Cézar
Anulando a incapacidade vista na luz
No contraponto largo que desafia e exalta
Toda a construção debruçada na trilha
O encanto dolorido silencia a noite
Na sombra da torre aberta em fendas
Deixando na mão o sabor da febre
Que envolve todo o formato em delírio
Tudo segue um ritual pálido
Buscando o encanto da curva feita
Na espreita dilatada no tempo
Que brota no canto as partes evoluídas
O sol perpassa a janela em raios
Declinando à tarde num formato ímpar
De um feito agreste e submisso ao olhar
Que atravessa o passado em busca
De um ideal com o tamanho da vida
Gernaide Cézar
A vida é um tempo
A vida é um tempo válido que passa
Numa fase onde se nasce sem fé
Para num lendário abismo cair e crescer
Naquele formato bem além da alma
Uma esperança serena como a ilusão
Aloja na face à lágrima que vai
E se transforma numa luz em gotas
Mostrando que na vida a dor escorre
Quem sabe em algum tédio partido
Na hora marcada sobre a textura
Para não deixar longa a rota fria
Que alarga o sentido plantado na vida
A chuva molha a vida e o tempo
Na elegante feitura de uma carícia
E no simples sentir do ritmo intocado
Da voz suave que dilata os lábios
E todas as estranhas emoções sentidas
No ventre de uma vida em tempo
Gernaide Cézar
Numa fase onde se nasce sem fé
Para num lendário abismo cair e crescer
Naquele formato bem além da alma
Uma esperança serena como a ilusão
Aloja na face à lágrima que vai
E se transforma numa luz em gotas
Mostrando que na vida a dor escorre
Quem sabe em algum tédio partido
Na hora marcada sobre a textura
Para não deixar longa a rota fria
Que alarga o sentido plantado na vida
A chuva molha a vida e o tempo
Na elegante feitura de uma carícia
E no simples sentir do ritmo intocado
Da voz suave que dilata os lábios
E todas as estranhas emoções sentidas
No ventre de uma vida em tempo
Gernaide Cézar
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Conceitos
Rasgo todos os conceitos no prazo
Numa gota transparente e sem voz
Desfio a mancha que desliza na linha
E deforma a corrente na hora adversa
Estou sempre farta em pétalas graduais
Sei caminhar em volta sobre o meu tempo
E finjo em parte um retardo que passa
Cobrindo os meus atos contra a ferrugem
Desligo tudo que invade o meu silêncio
E consagro as horas num sonho antes
Onde o canto flagra e arqueia na noite
Um corpo sobre as minhas veias
A imagem estendida anula a razão
Que anuncia os céus em mármores
E abri uma chaga nos lábios da fenda
Servindo ao mundo os resíduos lavados
Pelo conceito que atormenta uma face em partes
Gernaide Cézar
Numa gota transparente e sem voz
Desfio a mancha que desliza na linha
E deforma a corrente na hora adversa
Estou sempre farta em pétalas graduais
Sei caminhar em volta sobre o meu tempo
E finjo em parte um retardo que passa
Cobrindo os meus atos contra a ferrugem
Desligo tudo que invade o meu silêncio
E consagro as horas num sonho antes
Onde o canto flagra e arqueia na noite
Um corpo sobre as minhas veias
A imagem estendida anula a razão
Que anuncia os céus em mármores
E abri uma chaga nos lábios da fenda
Servindo ao mundo os resíduos lavados
Pelo conceito que atormenta uma face em partes
Gernaide Cézar
Uma prece
Em nome do Pai
Desejo alcançar a solidão
Para elevar o meu eu
Ao canto sagrado de uma noite plena
Em nome do Pai
Elevo meus sonhos molhados
Ao encontro dos meus desejos
Para ressuscitar o perfume das horas
Em nome do Pai
Guardo a esperança santa
De regressar ao caminho de volta
Para encontrar a ilusão já vivida
Em nome do Pai
Peço que proteja o meu sonho
Com a fragrância fina do orvalho
Para exaltar os meus ideais purgados
Em nome do Pai
Canto a harmonia de um canto generoso
Que vem ao encontro do meu prazer
Para solidificar o meu encanto na paisagem
Gernaide Cézar
Desejo alcançar a solidão
Para elevar o meu eu
Ao canto sagrado de uma noite plena
Em nome do Pai
Elevo meus sonhos molhados
Ao encontro dos meus desejos
Para ressuscitar o perfume das horas
Em nome do Pai
Guardo a esperança santa
De regressar ao caminho de volta
Para encontrar a ilusão já vivida
Em nome do Pai
Peço que proteja o meu sonho
Com a fragrância fina do orvalho
Para exaltar os meus ideais purgados
Em nome do Pai
Canto a harmonia de um canto generoso
Que vem ao encontro do meu prazer
Para solidificar o meu encanto na paisagem
Gernaide Cézar
Passe por fora da vida
Passe por fora da vida como o reflexo
Na distância jovem a vida recusa
Faz apologia a uma sensação imediata
Sem saber em quantas portas vai bater
Existe fase que sufoca a memória
A idade também cansa as células
E o esquecimento é fugaz e disperso
Como uma torrente nos lábios em versos
Chamada de idade inválida e sem cálculos
Tudo é simplificado na citação em fatos
Ai vem o rótulo simultâneo e intolerável
E o sonho passa ficando na memória o traço
Passe sempre além do preconceito indefinido
Alguns pensam que sua voz é surda
E nem respondem quando sua imagem fala
Transforme o seu mundo e apague os obstáculos
Despache os desentendidos no vômito do ócio
E apague a luz que sangra ao sair
Gernaide Cézar
Na distância jovem a vida recusa
Faz apologia a uma sensação imediata
Sem saber em quantas portas vai bater
Existe fase que sufoca a memória
A idade também cansa as células
E o esquecimento é fugaz e disperso
Como uma torrente nos lábios em versos
Chamada de idade inválida e sem cálculos
Tudo é simplificado na citação em fatos
Ai vem o rótulo simultâneo e intolerável
E o sonho passa ficando na memória o traço
Passe sempre além do preconceito indefinido
Alguns pensam que sua voz é surda
E nem respondem quando sua imagem fala
Transforme o seu mundo e apague os obstáculos
Despache os desentendidos no vômito do ócio
E apague a luz que sangra ao sair
Gernaide Cézar
Uma página branca
Numa página branca desenho o óbvio
Com palavras simples espalho o dia
Para dizer que penso alto e não falo
Da graça que sinto em olhar o mundo
No desenho sei colorir as palavras
Nem sempre de cor firme e risonha
Isso depende da tonalidade do dia
Que sofre a mágoa da última ilusão
Escrevo para soletrar a minha so-li-dão
Que abole o afago destrutivo que vem
Dando verve ao meu silêncio excitado
Excluindo os abjetos que prolifera meu tempo
Na folha branca sinto a luz da vida
Em atalhos a alma reserva virtudes
Numa força cromada de esperanças
Peço respeito ao barulho sem fim
Que desconstrói em proporção cristalina
O silêncio de quem pensa em páginas
Com palavras simples espalho o dia
Para dizer que penso alto e não falo
Da graça que sinto em olhar o mundo
No desenho sei colorir as palavras
Nem sempre de cor firme e risonha
Isso depende da tonalidade do dia
Que sofre a mágoa da última ilusão
Escrevo para soletrar a minha so-li-dão
Que abole o afago destrutivo que vem
Dando verve ao meu silêncio excitado
Excluindo os abjetos que prolifera meu tempo
Na folha branca sinto a luz da vida
Em atalhos a alma reserva virtudes
Numa força cromada de esperanças
Peço respeito ao barulho sem fim
Que desconstrói em proporção cristalina
O silêncio de quem pensa em páginas
Gernaide Cézar
sábado, 9 de outubro de 2010
A estética da minha solidão
Na sombra do vento surge
A forma sensível da minha solidão
São imagens sensoriais
Tocada na harmonia da falta
Perdi a melhor parte de mim
No desaparecimento que cultiva a vida
Já não vejo o dia chegar
Parece que tudo está partindo
Vejo a beleza das formas solitárias
Num vazio que oscila
Em frente aos meus olhos
Que transgride a todos os atos
Quero um encontro reservado comigo
Num estiloso diálogo visceral
Para dissecar os meus sentimentos
E dilatar a emoção nua
Como um crédito sem rótulo
Mostrando-me a razão da vida
Gernaide Cézar
A forma sensível da minha solidão
São imagens sensoriais
Tocada na harmonia da falta
Perdi a melhor parte de mim
No desaparecimento que cultiva a vida
Já não vejo o dia chegar
Parece que tudo está partindo
Vejo a beleza das formas solitárias
Num vazio que oscila
Em frente aos meus olhos
Que transgride a todos os atos
Quero um encontro reservado comigo
Num estiloso diálogo visceral
Para dissecar os meus sentimentos
E dilatar a emoção nua
Como um crédito sem rótulo
Mostrando-me a razão da vida
Gernaide Cézar
Amar é assim
Amar é complicar um sonho
Que transpira ereto na sua fantasia
E no longo espaço desnuda-se
Dilatando os caminhos do seu eu
Amar é colorir o silêncio íntimo
Lançando uma idéia erótica
Para sublimar a imensa saudade
Deixando profano o devaneio
Amar é contrair o instinto
Para defender-se e evitar a emoção
Numa vida cercada por uma divina vereda
Por onde se ejacula o abismo
Amar é ter uma quietude eterna
Para santificar a doçura da solidão
Abnegando o silêncio íntegro e sereno
Que habita na parte ilegal do âmago
Juntando todos os desejos finais
Nos fios cruzados de um cansaço inútil
Gernaide Cézar
Que transpira ereto na sua fantasia
E no longo espaço desnuda-se
Dilatando os caminhos do seu eu
Amar é colorir o silêncio íntimo
Lançando uma idéia erótica
Para sublimar a imensa saudade
Deixando profano o devaneio
Amar é contrair o instinto
Para defender-se e evitar a emoção
Numa vida cercada por uma divina vereda
Por onde se ejacula o abismo
Amar é ter uma quietude eterna
Para santificar a doçura da solidão
Abnegando o silêncio íntegro e sereno
Que habita na parte ilegal do âmago
Juntando todos os desejos finais
Nos fios cruzados de um cansaço inútil
Gernaide Cézar
Só uma palavra
Eu quero só uma palavra
Da saudade que abraça o meu eu
E todo prestígio da oração
Que se ergue no sentido da fé
Na minha ilusão florescida vejo
Que aqui dentro eu desfio o tempo
No ritmo rasgado da minha consciência
E na lentidão inerente à minha alegria
Vejo na noite uma parte escura
Destruindo as células cansadas
Que transbordam a beira do meu altar
Cheio de emoções soltas no tempo
Santificada a canção do silêncio
Que anula o meu clamor
Num ato de um encanto rude
Paralisando em gesto as palavras
Que se perdem na brancura das rosas
E inocentam a paisagem inquieta
Gernaide Cézar
Da saudade que abraça o meu eu
E todo prestígio da oração
Que se ergue no sentido da fé
Na minha ilusão florescida vejo
Que aqui dentro eu desfio o tempo
No ritmo rasgado da minha consciência
E na lentidão inerente à minha alegria
Vejo na noite uma parte escura
Destruindo as células cansadas
Que transbordam a beira do meu altar
Cheio de emoções soltas no tempo
Santificada a canção do silêncio
Que anula o meu clamor
Num ato de um encanto rude
Paralisando em gesto as palavras
Que se perdem na brancura das rosas
E inocentam a paisagem inquieta
Gernaide Cézar
Um poema de água
Na cor prata da água mergulho
Os sonhos lavados na fé passada
Que surge e perpassa em vão
Deixando nula toda minha intenção
Deito na água lisa que me ocorre
Deixo clara a luz temperada da lua
Pela solidão insólita do meu eu
Que navega por sua voz sem palavras
Quero no tato da água o desejo
De tocar o regresso cercado de carícias
Perdido na partida que tragamos
Na noite consumida pela luz
Deixo uma parte aberta na alegria
E alimento a inveja da água corrente
No silêncio da ausência prateada
Que ocorre no beijo frio e transparente
Entre as ondas e os sons da chuva
Nada escorre entre os meus sonhos
Gernaide Cézar
Os sonhos lavados na fé passada
Que surge e perpassa em vão
Deixando nula toda minha intenção
Deito na água lisa que me ocorre
Deixo clara a luz temperada da lua
Pela solidão insólita do meu eu
Que navega por sua voz sem palavras
Quero no tato da água o desejo
De tocar o regresso cercado de carícias
Perdido na partida que tragamos
Na noite consumida pela luz
Deixo uma parte aberta na alegria
E alimento a inveja da água corrente
No silêncio da ausência prateada
Que ocorre no beijo frio e transparente
Entre as ondas e os sons da chuva
Nada escorre entre os meus sonhos
Gernaide Cézar
A vida é...
A vida vem como uma pedra afilada
O tempo cuida e lapida a alma
Na crueza do destino nublado
Onde a chuva teme molhar o chão
A vida faz e acontece sem volver a chama
Em seios fartos de porcelana impera
A vontade da luz que obedece à sombra
E em fragmentos palpita a brutalidade virgem
A vida perde o rio e caminha para o mar
Na ternura cheia soluça um pranto prata
Igual aos raios da lua atirados na terra
Onde dorme sereno o manto que aquenta o eco
A vida dá à luz a mãe sagrada que arqueja
E oferta o abismo como herança eterna
Para amparar a natureza do amor em raios
Livrando a mágoa de cair em flor
Nas feridas dos versos que brotam
No amor que aquece e esquece a prece
Gernaide Cézar
O tempo cuida e lapida a alma
Na crueza do destino nublado
Onde a chuva teme molhar o chão
A vida faz e acontece sem volver a chama
Em seios fartos de porcelana impera
A vontade da luz que obedece à sombra
E em fragmentos palpita a brutalidade virgem
A vida perde o rio e caminha para o mar
Na ternura cheia soluça um pranto prata
Igual aos raios da lua atirados na terra
Onde dorme sereno o manto que aquenta o eco
A vida dá à luz a mãe sagrada que arqueja
E oferta o abismo como herança eterna
Para amparar a natureza do amor em raios
Livrando a mágoa de cair em flor
Nas feridas dos versos que brotam
No amor que aquece e esquece a prece
Gernaide Cézar
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Os meus medos
Eu tenho medo do que está longe
E pode entrar pela janela do tempo
Construindo um futuro duvidoso
Que degrada a essência humana
Eu tenho medo da água que passa
E sufoca as avenidas expostas
Afogando as mágoas de quem passa
Na inversão de um valor em transe
Eu tenho medo de dormir na noite
E perder a parte da vida que vem vindo
Para desfrutar o silêncio contido
Na minha alma agitada e sem regras
Eu tenho medo de sonhar em queda
De uma altura inventada em rítmo
Afastando o perfume locado na hora
Que conforta os olhos da luz em raios
Eu tenho medo de pensar em nada
E desconstruir o reflexo do que não sei
Deixado no canto de alguma ideia
Que ilumina a rota do meu sonho
Eu tenho medo da sombra no escuro
Que perpassa e atropela os meus nervos
Deixando partida a imagem inversa
Do silêncio tênue que envolve o meu caos
(Gernaide Cézar)
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