segunda-feira, 8 de novembro de 2010

No meu tempo


Tudo contempla e retorna em essência
Onde a palavra forma uma imagem
No meu tempo que passa incerto
Como o reflexo da noite que não vejo

Tenho na alma um complexo escrito
Onde a vida projeta na margem o fim
Tirando a certeza que flutua na vontade
Do poeta que finge entreter o silêncio

O tempo costura a ilusão no vazio
Onde deposito o que sinto e não posso falar
Para não ferir o ócio que passa sempre
Pelo desgosto das horas recortadas

Penso em fazer uma carta para alguém
Relatando a sombra do sonho inteiro
Que acaba bem no fim da noite
Mas a luz invade o dia e apaga o sonho
Deixando apenas a lembrança que finge
Entender o tempo que ainda resta
Gernaide Cézar

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