Troco e destroco as vidas achadas
No lucro das palavras abertas
Que escorrem na parede rala da alma
Para implodir o pranto num fio de lágrima
Em pleno silêncio destroco o fado cantado
E danço sozinha para alargar as estrias
Que rabiscam a pele na retina da luz
Deixando a minha consciência em tráfego
Troco o dia pela noite e escrevo no céu escuro
Sou contra tudo que aparece no espelho inverso
Arrepio-me no silêncio da visão nua descrita
E destroco todos os desgostos que atravessam a rua
Também troco e destroco a vertigem da moldura
Sobre todos os prantos caídos do meu signo
Jogo no passado a energia que desfigura a vitrine
Para adestrar o meu sentido estático em restos
E no final do dia destroco a noite em vida
Para vibrar e transformar tudo em feições
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