Eu quero só uma palavra
Da saudade que abraça o meu eu
E todo prestígio da oração
Que se ergue no sentido da fé
Na minha ilusão florescida vejo
Que aqui dentro eu desfio o tempo
No ritmo rasgado da minha consciência
E na lentidão inerente à minha alegria
Vejo na noite uma parte escura
Destruindo as células cansadas
Que transbordam a beira do meu altar
Cheio de emoções soltas no tempo
Santificada a canção do silêncio
Que anula o meu clamor
Num ato de um encanto rude
Paralisando em gesto as palavras
Que se perdem na brancura das rosas
E inocentam a paisagem inquieta
Gernaide Cézar
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