Amar é complicar um sonho
Que transpira ereto na sua fantasia
E no longo espaço desnuda-se
Dilatando os caminhos do seu eu
Amar é colorir o silêncio íntimo
Lançando uma idéia erótica
Para sublimar a imensa saudade
Deixando profano o devaneio
Amar é contrair o instinto
Para defender-se e evitar a emoção
Numa vida cercada por uma divina vereda
Por onde se ejacula o abismo
Amar é ter uma quietude eterna
Para santificar a doçura da solidão
Abnegando o silêncio íntegro e sereno
Que habita na parte ilegal do âmago
Juntando todos os desejos finais
Nos fios cruzados de um cansaço inútil
Gernaide Cézar
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