sábado, 9 de outubro de 2010

Um poema de água

Na cor prata da água mergulho
Os sonhos lavados na fé passada
Que surge e perpassa em vão
Deixando nula toda minha intenção

Deito na água lisa que me ocorre
Deixo clara a luz temperada da lua
Pela solidão insólita do meu eu
Que navega por sua voz sem palavras

Quero no tato da água o desejo
De tocar o regresso cercado de carícias
Perdido na partida que tragamos
Na noite consumida pela luz

Deixo uma parte aberta na alegria
E alimento a inveja da água corrente
No silêncio da ausência prateada
Que ocorre no beijo frio e transparente
Entre as ondas e os sons da chuva
Nada escorre entre os meus sonhos

Gernaide Cézar

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