Eu tenho medo do que está longe
E pode entrar pela janela do tempo
Construindo um futuro duvidoso
Que degrada a essência humana
Eu tenho medo da água que passa
E sufoca as avenidas expostas
Afogando as mágoas de quem passa
Na inversão de um valor em transe
Eu tenho medo de dormir na noite
E perder a parte da vida que vem vindo
Para desfrutar o silêncio contido
Na minha alma agitada e sem regras
Eu tenho medo de sonhar em queda
De uma altura inventada em rítmo
Afastando o perfume locado na hora
Que conforta os olhos da luz em raios
Eu tenho medo de pensar em nada
E desconstruir o reflexo do que não sei
Deixado no canto de alguma ideia
Que ilumina a rota do meu sonho
Eu tenho medo da sombra no escuro
Que perpassa e atropela os meus nervos
Deixando partida a imagem inversa
Do silêncio tênue que envolve o meu caos
(Gernaide Cézar)
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