A saudade é resíduo do passado
Sustentada pela falta estendida no tempo
Que dinamiza a angústia em pauta
Tornando despida a alma
A saudade elabora o caminho
Negando a presença do outono
Espalhando um elenco de fibras
Que viajam num sonho invisível
A saudade lembra um louco
Na tempestade secreta das paredes pálidas
Onde o vinho da noite evapora
Sugando a chama vazia em escalas
A saudade é delicada e lenta
No espetáculo preenche o vazio
Que encanta uma fração vivida
Na dúvida da ânsia passada
E aborta todos os amores perdidos
Na fragrância eterna de um beijo
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